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Veja o que mudou nas regras da aviação e o que as suas malas tem a ver com isso

O passageiro que decidir viajar de avião deve ficar atento.

Já estão em vigor as novas regras do setor, como o fim da franquia de bagagem. O principal argumento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é que hoje o custo do transporte da mala está embutido no preço da passagem. Quem despacha e quem não despacha paga a mesma coisa. A ideia é que, com a permissão para cobrança pela bagagem, as tarifas para quem só leva bolsa de mão caiam. Mas não há garantia de que isso vá acontecer. Veja as principais mudanças nas regras:

Bagagem de mão

Como era: o passageiro podia levar malas de até 5kg sem custo adicional.

Como ficou: o peso máximo para viajar sem custo será definido por cada companhia, mas terá de ser no mínimo de 10kg.

Bagagem despachada

Como era: em voos domésticos, o passageiro pode levar uma mala de até 23kg, sem custo. Em voos internacionais, pode levar duas malas de até 32kg cada.

Como ficou: as companhias aéreas são livres para cobrar por mala despachada ou criar perfis de tarifas diferenciados de acordo com o peso da bagagem.

A Gol cobra R$ 30 por mala despachada para passagens da classe "Light". Quem quiser comprar a passagem nesta categoria e for despachar, pagará o valor por cada mala de até 23kg, se adquirir o serviço nos canais de autoatendimento e nas agências de viagens. Se resolver despachar na hora do check-in, pagará R$ 60.

Nos voos internacionais, o valor é equivalente a US$ 10 no autoatendimento e agências de viagens, e US$ 20 no balcão.

A Latam vai cobrar R$ 30 por mala despachada em voos domésticos, considerando a compra antecipada do bilhete. Nos voos internacionais, o passageiro pode despachar uma mala de até 23kg (para destinos na América do Sul) e duas malas de até 23kg (para outros destinos fora do Brasil).

A Azul também cobra desde o dia primeiro R$ 30 por mala despachada em voos domésticos para as passagens adquiridas na sua nova classe tarifária batizada de "Azul", que tem descontos de 30% para voos que saem de Viracopos (Campinas, SP) em direção a 14 destinos nacionais. Já para trajetos na América do Sul é possível despachar, sem custo adicional, uma mala de até 23kg. A Avianca não alterou sua política de transporte de bagagem.

Valor da passagem

Como era: em anúncios e nas consultas feitas em sites, as empresas informavam o valor do bilhete, sem taxas. O valor total era mostrado apenas no fim da consulta.

Como ficou:as empresas são obrigadas a informar o valor total da passagem desde o início da consulta, incluindo taxas.

Reembolso

Como era: as empresa podiam efetuar o reembolso em até 30 dias.

Como ficou: deve ser feito em até sete dias após a solicitação de cancelamento do bilhete.

Cancelamento ou remarcação de passagem

Como era: não havia limite de valor para as taxas cobradas para cancelar ou remarcar o bilhete. Muitas vezes, essas taxas eram maiores que o preço da passagem comprada.

Como ficou: as taxas não poderão superar o valor pago pela passagem, mesmo que ela seja promocional. As taxas de embarque terão de ser devolvidas.

Desistência de voo

Como era:quem comprava um bilhete e encontrava um preço mais em conta logo depois não podia cancelar a operação sem ônus.

Como ficou: o passageiro tem 24 horas a partir do ato da compra para desistir de viajar, desde que a passagem tenha sido adquirida sete dias antes do voo.

Garantia do voo de volta

Como era:caso perdesse o voo de ida por algum motivo, você perdia automaticamente o voo de volta, mesmo se avisasse previamente a companhia.

Como ficou: sua reserva no voo de volta está garantida mesmo que você perca o de ida. Mas é preciso avisar a desistência até o momento da decolagem.

Alteração do nome sem custo

Como era: se fosse necessário corrigir o nome na passagem por causa de um erro de digitação, não havia nada que impedisse a empresa de cobrar pela correção.

Como ficou: a grafia do nome no bilhete pode ser alterada sem custos quando a correção for necessária para o embarque. Mas o bilhete continua sendo pessoal e intransferível.

Bagagem extraviada

Como era: a empresa tem até 30 dias para encontrar e devolver a bagagem tanto em voos domésticos como em voos internacionais. O prazo para indenização também é de até 30 dias.

Como ficou: o prazo para companhia identificar o paradeiro da mala cai para sete dias (voos domésticos) e 21 dias (internacionais). A indenização deve ser feita no mesmo prazo, mas apenas se a mala não for localizada.

Fonte: Extra/O Globo


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